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Orientações para promoção das vocações sacerdotais


INTRODUÇÃO

1. A Assembleia Plenária da Congregação para a Educação Católica solicitou a publicação de orientações pastorais para promover as vocações ao ministério sacerdotal.

Para responder a tal solicitação, a Pontifícia Obra para as Vocações Sacerdotais, em colaboração com os seus Consultores, com os representantes da Congregação para a Evangelização dos Povos, da Congregação para as Igrejas Orientais e para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica e da Congregação para o Clero, elaborou um Inquérito sobre a pastoral do ministério sacerdotal com a finalidade de obter um quadro atualizado da pastoral vocacional nas diferentes regiões do mundo, especialmente no que diz respeito ao sacerdócio ministerial.

O Inquérito foi enviado no dia 15 de Maio de 2008, por meio das Representações Pontifícias, a todos os delegados da pastoral vocacional das Conferências Episcopais e aos diretores dos “Centros Nacionais Vocacionais”, para que pudessem fornecer informações acerca da situação das vocações e formular propostas de ações pastorais.

Examinadas as respostas das Conferências Episcopais e dos Centros Nacionais ao Inquérito, surgiu o pedido de orientações para a pastoral vocacional, com base numa clara e fundamentada teologia da vocação e da identidade do sacerdócio ministerial.

I. A PASTORAL DA VOCAÇÃO AO MINISTÉRIO SACERDOTAL NO MUNDO

2. Atualmente a situação das vocações presbiterais é muito diversificada no mundo. Ela apresenta-se caracterizada por luzes e sombras. Enquanto no Ocidente se enfrenta o problema da diminuição das vocações, nos outros continentes, não obstante os poucos meios, nota-se um crescimento promissor das vocações sacerdotais.

Nos países de antiga tradição cristã a preocupante diminuição numérica dos sacerdotes, o crescente aumento da sua média de idade e a necessidade da nova evangelização esboçam a apresentação de uma nova situação eclesial.

A diminuição do índice de natalidade também contribui para a diminuição das vocações de especial consagração. A vida dos fiéis católicos sofre o contragolpe da procura desenfreada dos bens materiais e da diminuição da prática religiosa, que desviam das escolhas corajosas e comprometidas com o Evangelho.

Assim sendo, como escreveu o Santo Padre Bento XVI: «Precisamente no nosso tempo conhecemos muito bem o “dizer não” de quantos foram convidados primeiro. De fato, a cristandade ocidental, isto é, os novos “primeiros convidados”, agora em grande parte se recusam, não têm tempo para se encontrar com o Senhor».
Por mais que a pastoral vocacional seja estruturada e criativa na Europa e nas Américas, os resultados obtidos não correspondem ao empenho amplamente despendido. Todavia, ao lado de situações difíceis, que devem ser vistas com coragem e verdade, registram-se alguns indícios de progressos, especialmente onde se formulam claras e consistentes propostas de vida cristã.

3. A oração da comunidade cristã sempre reforçou, no povo de Deus, a consciência comum para as vocações, na forma de uma “solidariedade espiritual”.
Ali onde amadurece e se fortifica uma pastoral integrada, seja ela familiar, juvenil ou missionária, juntamente com a pastoral vocacional, assiste-se a um florescimento de vocações sacerdotais. As Igrejas locais tornam-se realmente «responsáveis pelo nascimento e pela maturação das vocações sacerdotais». A dimensão vocacional não se propõe assim como um simples acréscimo de programações e de propostas, mas torna-se natural expressão de toda a comunidade.

Os dados estatísticos da Igreja Católica e algumas pesquisas sociológicas mostram que, quando são propostas iniciativas de nova evangelização nas paróquias, nas associações, nas comunidades eclesiais e nos movimentos, os jovens demonstram disponibilidade para responder ao chamamento de Deus e para oferecer a própria vida ao serviço da Igreja.

A família permanece a primeira comunidade para a transmissão da fé cristã. Constata-se, por toda a parte, que muitas vocações presbiterais nascem nas famílias, nas quais o exemplo de uma vida cristã coerente e a prática das virtudes evangélicas fazem brotar o desejo de uma doação total. A solicitude com as vocações pressupõe, de fato, uma válida pastoral familiar.

É necessário ainda acrescentar que, muitas vezes, a interrogação sobre a vocação presbiteral nasce nos adolescentes e nos jovens graças ao alegre testemunho dos presbíteros.

O testemunho de sacerdotes unidos a Cristo, felizes do próprio ministério e fraternalmente unidos entre si, suscita nos jovens um forte chamamento vocacional. Os Bispos e os sacerdotes oferecem aos jovens uma elevada e atraente imagem do sacerdócio ordenado. «A própria vida dos padres, a sua dedicação incondicional ao rebanho de Deus, o seu testemunho de amoroso serviço ao Senhor e à sua Igreja – testemunho assinalado pela opção da cruz acolhida na esperança e na alegria pascal -, a sua concórdia fraterna e o seu zelo pela evangelização do mundo são o primeiro e mais persuasivo fator de fecundidade vocacional».

De fato, os sacerdotes são frequentemente testemunhas de dedicação à Igreja, capazes de uma alegre generosidade, de uma humilde adaptação às diversas situações nas quais se encontram e trabalham. O seu exemplo suscita o desejo de grandes compromissos na Igreja e a vontade de doar a própria vida ao Senhor e aos irmãos. Exerce uma forte atração, especialmente nos jovens, o compromisso dos sacerdotes com as pessoas sedentas de Deus, dos valores religiosos e que se encontram na condição de grande pobreza espiritual.
Nota-se também que muitos jovens descobrem o chamamento ao sacerdócio e à vida consagrada depois de terem vivido uma experiência de voluntariado, um serviço de caridade para com os que sofrem, os necessitados e os pobres, ou depois de se terem dedicado por algum tempo nas missões católicas.

A escola é outro ambiente da vida dos adolescentes e dos jovens, no qual o encontro com um sacerdote professor ou a participação em iniciativas de aprofundamento da fé cristã têm proporcionado o início de um caminho de discernimento vocacional.

4. A difusão da mentalidade secularizada desencoraja a resposta dos jovens ao convite de seguir o Senhor Jesus, com mais radicalidade e generosidade.

Ao Inquérito promovido pela Pontifícia Obra para as Vocações Sacerdotais, as Igrejas locais enviaram muitas respostas que evidenciam uma série de motivos pelos quais os jovens ignoram a vocação sacerdotal e a reenviam a um futuro incerto.
Além disso, os pais, com as suas expectativas acerca do futuro dos filhos, reservam espaços limitados à possibilidade de vocações de especial consagração.

Outro aspecto que desfavorece a vocação presbiteral é a gradual marginalização do sacerdote na vida social, com a consequente perda da relevância pública. Além disso, em muitos lugares a própria escolha celibatária é colocada em discussão. Não somente uma mentalidade secularizada, mas também opiniões erradas no interior da Igreja conduzem ao desprezo do carisma e da escolha celibatária, mesmo se não podem ser silenciados os graves efeitos negativos da incoerência e do escândalo, causados pela infidelidade aos deveres do ministério sacerdotal entre os quais, por exemplo, os abusos sexuais. Isso cria confusão nos próprios jovens que, não obstante isso, estariam dispostos a responder ao chamamento do Senhor.

A própria vida presbiteral, arrastada no turbilhão do ativismo exagerado com a consequente sobrecarga de trabalho pastoral, pode ofuscar e enfraquecer a luminosidade do testemunho sacerdotal. Em tal situação, a promoção dos caminhos pessoais e o acompanhamento espiritual dos jovens tornam-se uma ocasião propícia para a proposta e o discernimento da vocação, especialmente da vocação presbiteral.

II. VOCAÇÃO E IDENTIDADE DO SACERDÓCIO MINISTERIAL

5. A identidade da vocação ao ministério sacerdotal coloca-se no íntimo da identidade do cristão enquanto discípulo de Cristo. «A história de cada vocação sacerdotal, como, aliás, de qualquer outra vocação cristã, é a história de um inefável diálogo entre Deus e o homem, entre o amor de Deus que chama e a liberdade do homem que no amor responde a Deus».

Os Evangelhos apresentam a vocação como um maravilhoso encontro de amor entre Deus e o homem. Este é o mistério do chamamento, mistério que envolve a vida de cada cristão, mas que se manifesta com maior evidência naqueles que Cristo convida a deixar tudo para O seguir mais de perto. Cristo sempre escolheu algumas pessoas para colaborarem de maneira mais direta com Ele na realização do desígnio salvífico do Pai.

Jesus, antes de chamar os discípulos a um serviço particular, convida-os a deixar tudo, para viver em profunda comunhão com Ele, ou melhor, para “estar” com Ele (Mc 3,14).

Também hoje o Senhor Ressuscitado chama os futuros presbíteros para transformá-los em verdadeiros anunciadores e testemunhas da sua presença salvífica no mundo.

É no exemplo daquela experiência que nasce a necessidade de ser companheiro de viagem de Cristo Ressuscitado, de empreender um percurso de vida que nada dá como certo, mas que, com docilidade, se abre ao Mistério de Deus que chama.

6. Cristo Pastor é origem e modelo do ministério sacerdotal. Ele mesmo decidiu confiar a alguns dos seus discípulos a autoridade de oferecer o Sacrifício eucarístico e de perdoar os pecados.

«E assim, enviando os Apóstolos tal como Ele tinha sido enviado pelo Pai, Cristo, através dos mesmos Apóstolos, tornou participantes da sua consagração e missão os sucessores deles, os Bispos, cujo ofício ministerial, em grau subordinado, foi confiado aos presbíteros, para que, constituídos na Ordem do presbiterado, fossem cooperadores da Ordem do episcopado para o desempenho perfeito da missão apostólica confiada por Cristo». (mais…)

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RESPONSORIUM
IN HONOREM
SANCTI  ANTONII  PATAVINI
Si quaeris miracula,
Mors, error, calamitas,
Daemon, lepra fugiunt,
Aegri surgunt sani.
   Cedunt mare, vincula,
   Membra, resque perditas
   Petunt, et accipiunt
   Iuvenes, et cani.
Pereunt pericula,
Cessat et necessitas;
Narrent hi, qui sentiunt,
Dicant Paduani.
   Cedunt mare, vincula,
   Membra, resque perditas
   Petunt, et accipiunt
   Iuvenes, et cani.
Gloria Patri, et Filio,
Et Spiritui Sancto.
   Cedunt mare, vincula,
   Membra, resque perditas
   Petunt, et accipiunt
   Iuvenes, et cani.
V; Ora pro nobis Beate Antoni
R;  Ut digni efficiamur promissionibus Christi.
Oremus
Ecclesiam tuam, Deus, Beati Antonii Confessoris tui commemoratio votiva laetificet, ut spiritualibus semper muniatur auxiliis, et gaudiis perfrui mereatur aeternis. Per Christum Dominum nostrum. Amen.

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VISITA AL PONTIFICIO SEMINARIO ROMANO MAGGIORE
IN OCCASIONE DELLA FESTA DELLA MADONNA DELLA FIDUCIA

“LECTIO DIVINA” DEL SANTO PADRE BENEDETTO XVI

Cappella del Seminario
Mercoledì
, 15 febbraio 2012

[Video]

 

Eminenza,
cari Fratelli nell’Episcopato e nel Sacerdozio,
cari Seminaristi,
cari fratelli e sorelle,

è per me sempre una grande gioia vedere, nel giorno della Madonna della Fiducia, i miei seminaristi, i seminaristi di Roma, in cammino verso il sacerdozio, e vedere così la Chiesa di domani, la Chiesa che vive sempre.

Oggi abbiamo sentito un testo – lo sentiamo e lo meditiamo – della Lettera ai Romani: Paolo parla ai Romani e quindi parla a noi, perché parla ai Romani di tutti i tempi. Questa Lettera non solo è la più grande di san Paolo, ma è anche straordinaria per il peso dottrinale e spirituale. E’ straordinaria anche perché è una lettera scritta a una comunità che non aveva fondato e neppure aveva visitato. Egli scrive per annunciare la sua visita ed esprimere il desiderio di visitare Roma, e preannuncia i contenuti essenziali del suo Kerygma; così prepara la Città alla sua visita. Scrive a questa comunità che non conosce personalmente, perché è l’Apostolo dei Pagani – del passaggio del Vangelo dagli Ebrei ai Pagani – e Roma è la capitale dei Pagani e quindi il centro, alla fine, anche del suo messaggio. Qui deve giungere il suo Vangelo, perché sia realmente arrivato nel mondo pagano. Giungerà, ma in modo diverso da come lo aveva pensato. Paolo arriverà incatenato per Cristo e proprio in catene si sentirà libero di annunciare il Vangelo.

Nel primo capitolo della Lettera ai Romani, egli dice anche: della vostra fede, della fede della Chiesa di Roma si parla in tutto il mondo (cfr 1,8). La cosa memorabile della fede di questa Chiesa è che se ne parla nel mondo intero, e possiamo riflettere come stia oggi. Anche oggi si parla molto della Chiesa di Roma, di tante cose, ma speriamo che si parli anche della nostra fede, della fede esemplare di questa Chiesa, e preghiamo il Signore perché possiamo far sì che si parli non di tante cose, ma della fede della Chiesa di Roma.

Il testo letto (Rm 12, 1-2) è l’inizio della quarta ed ultima parte della Lettera ai Romani e comincia con le parole “Vi esorto” (v. 1). Normalmente si dice che si tratti della parte morale che segue alla parte dogmatica, ma nel pensiero di san Paolo, e anche nel suo linguaggio, non si possono dividere così le cose: questa parola “esorto”, in greco parakalo, porta in sé la parola paraklesis –parakletos, ha una profondità che va molto oltre la moralità; è una parola che certamente implica ammonizione, ma anche consolazione, cura per l’altro, tenerezza paterna, anzi materna; questa parola “misericordia” – in greco oiktirmon e in ebraico rachamim, grembo materno – esprime la misericordia, la bontà, la tenerezza di una madre. E se Paolo esorta, tutto questo è implicito: parla col cuore, parla con la tenerezza dell’amore di un padre e parla non solo lui. Paolo dice “per la misericordia di Dio” (v. 1): si fa strumento del parlare di Dio, si fa strumento del parlare di Cristo; Cristo parla a noi con questa tenerezza, con questo amore paterno, con questa cura per noi. E così anche non fa appello soltanto alla nostra moralità e alla nostra volontà, ma anche alla Grazia che è in noi, che lasciamo operare la Grazia. E’ quasi un atto nel quale la Grazia data nel Battesimo diventa operante in noi, dovrebbe essere operante in noi; così la Grazia, il dono di Dio, e il nostro cooperare vanno insieme.

A che cosa esorta, in questo senso, Paolo? “Offrire i vostri corpi come sacrificio vivente, santo e gradito a Dio” (v. 1). “Offrire i vostri corpi”: parla della liturgia, parla di Dio, della priorità di Dio, ma non parla di liturgia come cerimonia, parla di liturgia come vita. Noi stessi, il nostro corpo; noi nel nostro corpo e come corpo dobbiamo essere liturgia. Questa è la novità del Nuovo Testamento, e lo vedremo ancora dopo: Cristo offre se stesso e sostituisce così tutti gli altri sacrifici. E vuole “tirare” noi stessi nella comunione del suo Corpo: il nostro corpo insieme con il suo diventa gloria di Dio, diventa liturgia. Così questa parola “offrire” – in greco parastesai – non è solo un’allegoria; allegoricamente anche la nostra vita sarebbe una liturgia, ma, al contrario, la vera liturgia è quella del nostro corpo, del nostro essere nel Corpo di Cristo, come Cristo stesso ha fatto la liturgia del mondo, la liturgia cosmica, che tende ad attirare a sé tutti.

“Nel vostro corpo, offrire il corpo”: questa parola indica l’uomo nella sua totalità, indivisibile – alla fine – tra anima e corpo, spirito e corpo; nel corpo siamo noi stessi e il corpo animato dall’anima, il corpo stesso, deve essere la realizzazione della nostra adorazione. E pensiamo – forse direi che ognuno di noi poi rifletta su questa parola – che il nostro vivere quotidiano nel nostro corpo, nelle piccole cose, dovrebbe essere ispirato, profuso, immerso nella realtà divina, dovrebbe divenire azione insieme con Dio. Questo non vuol dire che dobbiamo sempre pensare a Dio, ma che dobbiamo essere realmente penetrati dalla realtà di Dio, così che tutta la nostra vita – e non solo alcuni pensieri – siano liturgia, siano adorazione. Paolo poi dice: “Offrire i vostri corpi come sacrifico vivente” (v. 1): la parola greca è logike latreia e appare poi nel Canone Romano, nella Prima Preghiera Eucaristica, “rationabile obsequium”. E’ una definizione nuova del culto, ma preparata sia nell’Antico Testamento, sia nella filosofia greca: sono due fiumi – per così dire – che guidano verso questo punto e si uniscono nella nuova liturgia dei cristiani e di Cristo. Antico Testamento: dall’inizio hanno capito che Dio non ha bisogno di tori, di arieti, di queste cose. Nel Salmo 50 [49], Dio dice: Pensate che io mangi dei tori, che io beva sangue di arieti? Io non ho bisogno di queste cose, non mi piacciono. Io non bevo e non mangio queste cose. Non sono sacrificio per me. Sacrificio è la lode di Dio, se voi venite a me è lode di Dio (cfr vv. 13-15.23). Così la strada dell’Antico Testamento va verso un punto in cui queste cose esteriori, simboli, sostituzioni, scompaiono e l’uomo stesso diventa lode di Dio.

Lo stesso avviene nel mondo della filosofia greca. Anche qui si capisce sempre più che non si può glorificare Dio con queste cose – con animali od offerte –, ma che solo il “logos” dell’uomo, la sua ragione divenuta gloria di Dio, è realmente adorazione, e l’idea è che l’uomo dovrebbe uscire da se stesso e unirsi con il “Logos”, con la grande Ragione del mondo e così essere veramente adorazione. Ma qui manca qualcosa: l’uomo, secondo questa filosofia, dovrebbe lasciare – per così dire – il corpo, spiritualizzarsi; solo lo spirito sarebbe adorazione. Il Cristianesimo, invece, non è semplicemente spiritualizzazione o moralizzazione: è incarnazione, cioè Cristo è il “Logos”, è la Parola incarnata, e Lui ci raccoglie tutti, cosicché in Lui e con Lui, nel suo Corpo, come membri di questo Corpo diventiamo realmente glorificazione di Dio. Teniamo presente questo: da una parte certamente uscire da queste cose materiali per un concetto più spirituale dell’adorazione di Dio, ma arrivare all’incarnazione dello spirito, arrivare al punto in cui il nostro corpo sia riassunto nel Corpo di Cristo e la nostra lode di Dio non sia pura parola, pura attività, ma sia realtà di tutta la nostra vita. Penso che dobbiamo riflettere su questo e pregare Dio, perché ci aiuti affinché lo spirito diventi carne anche in noi, e la carne diventi piena dello Spirito di Dio.

La stessa realtà la troviamo anche nel capitolo quarto del Vangelo di San Giovanni, dove il Signore dice alla samaritana: Non si adorerà in futuro su quel colle o sul quell’altro, con questi o altri riti; si adorerà in spirito e in verità (cfr Gv 4,21-23). Certamente è spiritualizzazione, uscire da questi riti carnali, ma questo spirito, questa verità non è un qualunque spirito astratto: lo spirito è lo Spirito Santo, e la verità è Cristo. Adorare in spirito e verità vuol dire realmente entrare attraverso lo Spirito Santo nel Corpo di Cristo, nella verità dell’essere. E così noi diventiamo verità e diventiamo glorificazione di Dio. Divenire verità in Cristo esige il nostro coinvolgimento totale.

E poi continuiamo: “Santo e gradito a Dio: è questo il vostro culto spirituale” (Rm 12,1). Secondo versetto: dopo questa definizione fondamentale della nostra vita come liturgia di Dio, incarnazione della Parola in noi, ogni giorno, con Cristo – la Parola incarnata -, san Paolo continua: “Non conformatevi a questo mondo, ma lasciatevi trasformare, rinnovando il vostro modo di pensare” (v. 2). “Non conformatevi a questo mondo”. C’è un non conformismo del cristiano, che non si fa conformare. Questo non vuol dire che noi vogliamo fuggire dal mondo, che a noi non interessa il mondo; al contrario vogliamo trasformare noi stessi e lasciarci trasformare, trasformando così il mondo. E dobbiamo tenere presente che nel Nuovo Testamento, soprattutto nel Vangelo di San Giovanni, la parola “mondo” ha due significati e indica quindi il problema e la realtà della quale si tratta. Da una parte il “mondo” creato da Dio, amato da Dio, fino al punto di dare se stesso e il suo Figlio per questo mondo; il mondo è creatura di Dio, Dio lo ama e vuol dare se stesso affinché esso sia realmente creazione e risposta al suo amore. Ma c’è anche l’altro concetto del “mondo”,kosmos houtos: il mondo che sta nel male, che sta nel potere del male, che riflette il peccato originale. Vediamo questo potere del male oggi, per esempio, in due grandi poteri, che di per sé stessi sono utili e buoni, ma che sono facilmente abusabili: il potere della finanza e il potere deimedia. Ambedue necessari, perché possono essere utili, ma talmente abusabili che spesso diventano il contrario delle loro vere intenzioni. (mais…)

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CELEBRAZIONE DEI VESPRI
NELLA FESTA DELLA PRESENTAZIONE DEL SIGNORE
IN OCCASIONE DELLA XVI GIORNATA DELLA VITA CONSACRATA

OMELIA DEL SANTO PADRE BENEDETTO XVI

Basilica Vaticana
Giovedì, 2 febbraio 2012

[Video]

Cari fratelli e sorelle!

La festa della Presentazione del Signore, quaranta giorni dopo la nascita di Gesù, ci mostra Maria e Giuseppe che, in obbedienza alla Legge mosaica, si recano al tempio di Gerusalemme per offrire il bambino, in quanto primogenito, al Signore e riscattarlo mediante un sacrificio (cfr Lc 2,22-24). E’ uno dei casi in cui il tempo liturgico rispecchia quello storico, perché oggi si compiono appunto quaranta giorni dalla solennità del Natale del Signore; il tema di Cristo Luce, che ha caratterizzato il ciclo delle feste natalizie ed è culminato nella solennità dell’Epifania, viene ripreso e prolungato nella festa odierna.

Il gesto rituale dei genitori di Gesù, che avviene nello stile di umile nascondimento che caratterizza l’Incarnazione del Figlio di Dio, trova una singolare accoglienza da parte dell’anziano Simeone e della profetessa Anna. Per divina ispirazione, essi riconoscono in quel bambino il Messia annunziato dai profeti. Nell’incontro tra il vegliardo Simeone e Maria, giovane madre, Antico e Nuovo Testamento si congiungono in modo mirabile nel rendimento di grazie per il dono della Luce, che ha brillato nelle tenebre ed ha impedito loro di prevalere: Cristo Signore, luce per illuminare le genti e gloria del suo popolo Israele (cfr Lc 2,32).

Nel giorno in cui la Chiesa fa memoria della presentazione di Gesù al tempio, si celebra la Giornata della Vita Consacrata. In effetti, l’episodio evangelico a cui ci riferiamo costituisce una significativa icona della donazione della propria vita da parte di quanti sono stati chiamati a ripresentare nella Chiesa e nel mondo, mediante i consigli evangelici, i tratti caratteristici di Gesù, vergine, povero ed obbediente, il Consacrato del Padre. Nella festa odierna celebriamo, pertanto, il mistero della consacrazione: consacrazione di Cristo, consacrazione di Maria, consacrazione di tutti coloro che si pongono alla sequela di Gesù per amore del Regno di Dio.

Secondo l’intuizione del Beato Giovanni Paolo II, che l’ha celebrata per la prima volta nel 1997, la Giornata dedicata alla vita consacrata si prefigge alcuni scopi particolari. Vuole rispondere anzitutto all’esigenza di lodare e ringraziare il Signore per il dono di questo stato di vita, che appartiene alla santità della Chiesa. Ad ogni persona consacrata è dedicata oggi la preghiera dell’intera Comunità, che rende grazie a Dio Padre, datore di ogni bene, per il dono di questa vocazione, e con fede nuovamente lo invoca. Inoltre, in tale occasione si intende valorizzare sempre più la testimonianza di coloro che hanno scelto di seguire Cristo mediante la pratica dei consigli evangelici con il promuovere la conoscenza e la stima della vita consacrata all’interno del Popolo di Dio. Infine la Giornata della Vita Consacrata intende essere, soprattutto per voi, cari fratelli e sorelle che avete abbracciato questa condizione nella Chiesa, una preziosa occasione di rinnovare i propositi e ravvivare i sentimenti che hanno ispirato e ispirano la donazione di voi stessi al Signore. Questo vogliamo fare oggi, questo è l’impegno che siete chiamati a realizzare ogni giorno della vostra vita.

In occasione del cinquantesimo anniversario dell’apertura del Concilio Ecumenico Vaticano II, ho indetto – come sapete – l’Anno della fede, che si aprirà nel prossimo mese di ottobre. Tutti i fedeli, ma in modo particolare i membri degli Istituti di vita consacrata, hanno accolto come un dono tale iniziativa, ed auspico che vivranno l’Anno della fede come tempo favorevole per il rinnovamento interiore, di cui sempre si avverte il bisogno, con un approfondimento dei valori essenziali e delle esigenze della propria consacrazione. Nell’Anno della fede voi, che avete accolto la chiamata a seguire Cristo più da vicino mediante la professione dei consigli evangelici, siete invitati ad approfondire ancora di più il rapporto con Dio. I consigli evangelici, accettati come autentica regola di vita, rafforzano la fede, la speranza e la carità, che uniscono a Dio. Questa profonda vicinanza al Signore, che deve essere l’elemento prioritario e caratterizzante della vostra esistenza, vi porterà ad una rinnovata adesione a Lui e avrà un positivo influsso sulla vostra particolare presenza e forma di apostolato all’interno del Popolo di Dio, mediante l’apporto dei vostri carismi, nella fedeltà al Magistero, al fine di essere testimoni della fede e della grazia, testimoni credibili per la Chiesa e per il mondo di oggi.

La Congregazione per gli Istituti di Vita Consacrata e le Società di Vita Apostolica, con i mezzi che riterrà più adeguati, suggerirà indirizzi e si adopererà per favorire che questo Anno della fede costituisca per tutti voi un anno di rinnovamento e di fedeltà, affinché tutti i consacrati e le consacrate si impegnino con entusiasmo nella nuova evangelizzazione. Mentre rivolgo il mio cordiale saluto al Prefetto del Dicastero, Monsignor João Braz de Aviz – che ho voluto annoverare tra quanti creerò Cardinali nel prossimo Concistoro –, colgo volentieri questa lieta circostanza per ringraziare lui e i Collaboratori del prezioso servizio che rendono alla Santa Sede e a tutta la Chiesa. (mais…)

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Hoy, fiesta litúrgica de la Presentación del Señor, la Iglesia celebra la Jornada de la Vida Consagrada, instituida por el Beato Juan Pablo II en 1997. Presentamos una entrevista que L’Osservatore Romano ha realizado al cardenal electo Joao Braz de Aviz, Prefecto de la Congregación para los Institutos de Vida Consagrada y las Sociedades de Vida Apostólica.

***

¿De qué modo esta Jornada, instituida quince años atrás, es un estímulo para los religiosos y las religiosas?

 

Es algo muy bello tener una Jornada en la que la Iglesia pone la atención sobre esta vocación tan especial en el pueblo de Dios. En la vida consagrada, en la experiencia de los eremitas y de los monjes, en los diversos institutos y en las sociedades de vida apostólica, encontramos una respuesta muy particular a la llamada del Señor. Esta vocación siempre ha tenido una gran importancia en la Iglesia, sobre todo porque anuncia valores que están ya presentes, pero que son también futuros, como el celibato y la virginidad. En este sentido, entonces, estoy muy contento de ver que continúa esta tradición de celebrar la Jornada en el día en que se recuerda a la Virgen que presenta a Jesús en el templo. Esto es muy bello, porque la Virgen es la síntesis de todas las vocaciones.

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Frente a la reducción del número de consagrados y consagradas, hay una tendencia a responder con una mayor calidad evangélica. ¿Es la respuesta adecuada a la crisis de vocaciones?

 

Pienso que es una de las direcciones muy preciosas. Ciertamente, la reducción del número de los consagrados y consagradas es un fenómeno típicamente europeo, donde hay una acentuación mayor. Lo encontramos también en los Estados Unidos, en Canadá y en Australia, y un poco en América Latina, donde se verifica en parte esta caída. Recientemente hemos recibido un informe de los obispos de Francia que nos ha hecho sufrir un poco. En diez años, las religiosas en Francia han pasado de 36.000 a 6.000. Seguramente, es un fenómeno que hay que observar más de cerca. Hemos también oído de los obispos de Australia que casi ya no se percibe la presencia y la importancia de los religiosos. Hemos dialogado con ellos sobre esto porque nos parecía que era necesario, por el contrario, mayor atención. Hay naciones, en cambio, donde hay un crecimiento enorme. Pienso en la India, en Corea, y en otros países del Oriente, en los cuales el número de los consagrados está en aumento. También en África hay muchísimas vocaciones, que deben ser bien analizadas para comprender sus motivaciones profundas. Notamos luego que en los lugares donde hay una mayor calidad de vida evangélica, precisamente allí comienza una nueva sensibilidad. Los jóvenes creen en esta relación más profunda con el Señor.

 

Me parece – es una constatación personal – que una de las cuestiones fundamentales es que las relaciones interpersonales no estén enfermas. No sabemos relacionarnos, ni como autoridad y obediencia, ni como fraternidad. Todo esto provoca un mal muy grande, porque esta soledad, que en el mundo es individualismo, en la comunidad puede convertirse en angustia y no resuelve el problema interior. No por casualidad muchos consagrados y consagradas salen de los institutos no porque no sientan la vocación sino porque no se sienten ya felices en la comunidad. Es un fenómeno que reclama atención, porque en cierto sentido es un poco nuevo, estando vinculado a la globalización y a la búsqueda de la felicidad humana. ¿Y por qué sale fuera? Porque la mayor calidad evangélica debe ir de la mano con la atención a este nuevo momento de la historia humana.

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¿Es todavía importante la formación para convertirse en religiosos y religiosas creíbles en el mundo globalizado?

 

Éste es uno de los puntos más importantes. Las congregaciones y las órdenes que se interesan por tener formadores bien formados e invierten energías en este ámbito están llevando adelante un trabajo que da muchos frutos. Es necesario prestar atención, sin embargo, a que no sea una formación sólo disciplinar e intelectual, aunque necesaria, sino que sea dirigida sobre el modelo de los discípulos y las discípulas de Jesús. Éste es el punto crítico, porque ser discípulo es un camino de conversión y debe durar toda la vida. Falta también en los formadores la capacidad de ser cuerpo: no porque no se sientan identificados sino porque en lo concreto de la vida hay a menudo una focalización sobre la propia persona y sobre las propias ideas. Se debería, en cambio, partir de algo que es común, del Evangelio. Se debe adecuar la formación al Evangelio. No se trata principalmente de favorecer virtudes que me impulsen a ser capaz de dominar mi voluntad, sino de entregarme al Señor y dejarme guiar por Él, para que creamos en su amor.

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¿Qué distingue el compromiso de tantos consagrados del que tienen los voluntarios de organizaciones con fines humanitarios, que se dedican a los más pobres entre los pobres, sobre todo en zonas de guerra y de peligro?

 

Hoy nosotros debemos tener una conciencia de los valores de los hombres y de las mujeres en las diversas partes del mundo de modo que, si coinciden con los nuestros, podamos trabajar juntos. No se trata de minimizar el compromiso de los voluntarios inspirados en fines humanitarios, que desarrollan un trabajo grandísimo. La diferencia es que nosotros añadimos una dimensión decisiva, que es la de la fe. Nosotros no trabajamos solamente con fines humanitarios. Está también esto, pero el punto que define realmente nuestra intervención es la fe. ¿A quién sirvo yo? Sirvo a Cristo en el otro. Establezco una relación con Dios en los demás. Esto es algo distinto: da el sello a aquello que el hombre y la mujer de fe pueden donar a los otros.

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La vida de pobreza evangélica de los consagrados, ¿es recibida con suficiente claridad como contribución para superar en la sociedad un estilo de vida consumista?

 

Muchas veces esta pobreza voluntaria se manifiesta en la persona. Se nota que individualmente los religiosos no poseen nada, sin embargo, la institución no da siempre el mismo testimonio. No es que estemos contra los bienes o digamos que la Iglesia no pueda tener todo aquello de lo que tiene necesidad. Pero la pregunta es otra: ¿por qué no circulan? Pongamos, por ejemplo, el caso de una congregación que tenga en el banco una suma consistente, en vista de una mayor seguridad para la vejez de sus miembros. ¿Es esta la finalidad? ¿Aquel dinero no podría servir para otro instituto? ¿Para una parte de la Iglesia que sufra necesidad? ¿Por qué no podemos decir que ponemos nuestros bienes a disposición de tantos otros? Notamos que no siempre está esta sensibilidad o esta disponibilidad a hacer circular los bienes. Y esto, en cambio, ayudaría mucho y podríamos socorrer situaciones muy difíciles, volviéndonos también más libres de todo aquello que tenemos.

 

A veces tengo la impresión de que falta un sentido profundo de la Providencia de Dios. Hemos entrado un poco en una óptica consumista. Constato también a veces divisiones a causa de los bienes y esto indica que el espíritu no es correcto. Hay una figura nueva que está tomando forma en Australia, en Canadá y en los Estados Unidos de América, donde muchos religiosos se están organizando en “corporaciones”. Se trata de una entidad nueva, que reúne a miembros de diversas órdenes u obras del mismo orden para una mayor seguridad, eficacia y economía. Como Congregación, estamos siguiendo esta realidad, pero todavía no sabemos bien cómo evolucionará, porque es algo nuevo.

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El envejecimiento – sobre todo en Occidente – de religiosas y religiosos plantea problemas de perspectiva. ¿De qué modo se están afrontando? (mais…)

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Presentamos una entrevista a Mons. Timothy Dolan, Arzobispo de Nueva York y Presidente de la Conferencia de los Obispos de Estados Unidos, sobre la cuestión vocacional en la Iglesia actual.

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Excelencia, tal vez el mejor modo para comenzar es una pregunta de fondo: ¿cuál es la comprensión de la Iglesia sobre la vocación?

Hay un sentido genérico y un sentido preciso. Y no creo que podamos hablar del sentido preciso si antes no comprendemos el genérico. Nosotros creemos – forma parte de la visión global de la Iglesia – que Dios tiene un proyecto para cada uno de nosotros. Él nos invita a vivir una existencia que nos remita a Él. Nos llama para esto. La palabra latina para llamada esvocatio. Por eso, en un sentido general, el entero significado del discipulado, de la Divina Providencia, de que Dios tiene un proyecto para nosotros, se deriva de lo que se podría llamar el sentido genérico de la vocación.

Y de algún modo, ésta es la pregunta más decisiva a la que se debe responder: ¿cómo quiere Dios que yo entregue mi vida? De modo general, sabemos que Dios quiere que tengamos una vida que nos conduzca a Él.

Un sentido particular de vocación es la manera particular a través de la cual Dios quiere que la vivamos. He aquí entonces el sacerdocio, la vida consagrada, la vida religiosa, la vida conyugal y la vida secular consagrada.

Pienso siempre que perdemos el tren si no hablamos del matrimonio como vocación. Quiero decir: ésta es la crisis más grande en la Iglesia actualmente, si me lo pregunta. Cuando sólo la mitad de nuestros católicos se casan no nos asombremos si tenemos una crisis en los números de las vocaciones al sacerdocio y a la vida religiosa.

Justamente el otro día, una joven pareja de novios me dijo que habían pedido a su párroco – y el quiso que viniesen a pedirlo a su Arzobispo – si estaba bien, para su boda en la iglesia, postrarse ambos en el suelo y cantar juntos la Letanía de los Santos. He pensado: “Wow, ¿por qué no?”.

Ahora bien, aquella joven pareja: hablamos de tener un sentido de la vocación; ellos sellan su vocación. Nosotros decimos a las parejas que se casan: “Esto que vosotros dos estáis haciendo es decir que queréis ir juntos al Cielo. Queréis ayudaros uno al otro para alcanzar vuestro destino eterno. Y, obviamente, queréis hacerlo a través de la vocación al matrimonio”.

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¿Por qué es tan difícil para nosotros descubrir la voluntad de Dios y saber cómo vivir de acuerdo a esa voluntad?

Bueno, porque, pienso, como nos recordaría santo Tomás de Aquino, que el impulso más natural y constitutivo que todos tenemos en nuestra vida es ser felices. Nosotros nacemos queriendo ser felices. Y sabemos, por la Revelación de Dios, que el único modo para ser realmente felices en esta vida y en la otra es hacer la voluntad de Dios. Dios desea ardientemente nuestra felicidad y nos ha enseñado el camino para ser felices. Por eso, en el seguimiento de su proyecto, en el discernimiento de su voluntad, en la obediencia a su ley, nosotros alcanzaremos la felicidad en esta vida y en la otra.

Muchos creen que la Iglesia dice “no” a todo, pero nosotros no decimos “no”, la Iglesia es un gran “sí”. Sí a todo aquello que nos hace felices en esta vida y en la otra. Y nosotros sabemos por una larga experiencia – y el Señor sabe que la Santa Madre Iglesia es sabia y ha aprendido a lo largo del camino – que si tú vas contra la voluntad de Dios, finalmente no serás feliz. Con el pasar de los años, nos damos cuenta cada vez más de esto, ¿no? Es aquello que dicen los Salmos, la literatura sapiencial del Antiguo Testamento. Sacude la cabeza y dice que de aquel modo se va al encuentro del desastre. (mais…)

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I vescovi che disobbediscono al papa non pretendano d’essere poi obbediti da clero e fedeli. Negli episcopati: un gallicanesimo strisciante che si crede autosufficiente. La riforma litugica: non era una delle impellenze volute dal concilio. L’esclusivismo di chi si professa ecumenico.

 

a cura di Francesco Mastromatteo

 

Una inarrestabile crescita di consensi, specie presso i giovani. Non ha dubbi don Nicola Bux circa l’avanzata della Tradizione cattolica soprattutto tra le giovani generazioni in seguito al Motu Proprio con cui Benedetto XVI ha “liberalizzato” il rito antico ormai quattro anni fa. Abbiamo chiesto a don Nicola, professore dell’università Lateranense, insigne teologo e studioso di liturgia molto vicino a Papa Ratzinger, un bilancio della situazione, dal punto di vista privilegiato di uno dei massimi cultori della materia liturgica. Lo abbiamo incontrato nel corso di un dibattito politico a margine del quale non ha lesinato critiche apertis verbis a un sottosegretario dell’attuale governo, la cui dichiarata fede cattolica e vicinanza ai movimenti pro-vita non ha impedito di votare un finanziamento a Radio Radicale, come del resto hanno fatto altri parlamentari cattolici.

 

Don Bux, persino l’inserto di un quotidiano non certo filo cattolico come Repubblica ha dovuto riservare un servizio alla diffusione della messa in latino secondo il Messale del 1962. Qualcosa sta cambiando?

Il bilancio è senz’altro positivo: c’è un crescendo di tale opportunità data dal Papa a tutta la Chiesa. Essa si è diffusa senza imposizioni, dopo che il Motu Proprio del 2007 ha aperto una breccia. Si è ormai fatta strada l’idea che il rito antico non è mai stato abolito, e che la riforma liturgica non era una delle necessità impellenti volute dal Concilio. L’ostilità verso la messa in latino era sostenuta attraverso tesi infondate, come quella per cui nei primi secoli il sacerdote celebrasse rivolto verso il popolo, mentre dopo avrebbe dato le spalle al popolo: espressione fasulla, visto che il sacerdote era rivolto verso il Signore.

Una Messa antica ma amata dai giovani: non è un paradosso? (mais…)

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